segunda-feira, 20 de abril de 2009

Paradoxos

Sinto-me amarrado, mas ao mesmo tempo livre. Sinto-me deseperançado, mas ao mesmo tempo me sinto cheio de esperança. Sinto-me cada vez mais perto de algo que fica a cada dia um pouco mais distante. Amigos...estou falando da vida. Não da vida por completo, até porque nos autos de meus 25 anos de idade seria idiotice querer falar sobre coisas que não viví, mas estou falando dessa fase angustiante.: a fase pós-formatura. Sem emprego, sem estabilidade, fazendo um mestrado que vale ouro, porém a picareta que fazia render o meu garimpo anda com problemas...longe da mulher que eu realmente amo.

Teria eu vários assuntos para abordar, porém, tamanha a confusão que anda minha cabeça, não consigo coordenar meus neurônios em uma só direção, então, caso o texto fique um pouco esculhembado, misto, variado, louco, ele estará sendo um retrato fiel de meu estado de espírito.
Todo essa esculhembação tem um início: 8 de março de 1984. Sim amigos, foi o dia de meu nascimento. Antes de me chamarem de dramático, de exagerado, penso nas palavras de minha amiga Mabel (idealizadora, madrinha, leitora e crítica deste blog! Amo a Mabel!!!), ao dizer que "eu sou uma das criaturas mais loucas que ela já conheceu". Caros amigos, cara Mabel...essa loucura acontece desde que nasci. Tudo é ao contrário em minha vida. Mas para não alongar muito essa postagem, vamos partir da fase universitária.

Descobrindo...

Sempre fui o maior defensor da procrastinãção. Se não é para fazer algo realmente desafiador, que não se faça nada então! E assim foi o meu lema por todo período escolar. Acabei o segundo grau em um supletivo, o que ainda é motivo de orgulho para mim. Por que gastar 3 anos para fazer algo que pode ser feito em 1? Minha mãe, pra variar, me excomungou (coisa que é hábito desde 1984...mãe, agradeço a preferência!). Porém, o resultado foi incrível: de um supletivo para uma universidade. Mas, sabem como fui fazer comunicação? Simples: fui na UFPel e na UCPel. Peguei todos os folhetos dos cursos, excluí todos que tinham qualquer coisa relacionada a numeros...resultado? Comunicação Social na cabeça! Sim amigos, entrei assim na universidade. Nela descobri muitas coisas, que de tantas nem citarei com medo de esquecer alguma. Nela aprendi a tomar gosto pela comunicação, a me apaixonar pela comunicação...mas na realidade a paixão já existia, o amor pela comunicação já existia, o acaso somente nos colocou no mesmo caminho...já estava escrito!
Saindo da universidade descobri que meu potencial é muito maior do que eu imaginava, tanto que passei de primeira nos dois mestrados que fiz. Descobri que sou mais louco que a loucura, e que consegui convercer Juremir Machado da Silva que eu era um pesquisador de cibercultura...convenci tão bem que até eu mesmo acreditei por um tempo. Mas descobri que nada que se constrói com base fraca vai longe. NADA! Descobri também que podemos errar, mas o futuro nos cobrará o preço desse erro...

Aprendendo...

Assim fui aprendendo coisas, principalmente o "efeito onda". Tudo que vem, volta. E tudo que fazemos para alguém, vem em dobro para nós. Aprendi que vale a pena ser correto, ter caráter, e nunca deixar de acreditar no que realmente queremos (comunicação comunitária, por exemplo). Aprendi que o que eu repeti a adolescência inteira é uma grande verdade: pessoas boas merecem coisas boas. Aprendi que sempre sabemos as respostas das nossas aflições, mas temos medo de encará-las. Aprendi que vale a pena ser paciente, mas que vale a pena ser louco também! Aprendi o que é o amor, pois aprendi o que é ser amado. Aprendi que quanto mais perto do nosso objetivo, mais difícil fica o caminho. Aprendi que nem todas as pessoas que estão ao nosso redor merecem nossa companhia. Aprendi que as pessoas devem merecer minha companhia. Aprendi que fazer uma limpa na vida é a melhor coisa pra se fazer, e que não adianta apenas se desfazer de roupas, móveis e outras coisas...as vezes é necessário tocar fogo na casa e explodir o terreno! Aprendi que uma certeza de anos pode se revelar uma coisa irrelevante de uma hora para outra, assim como uma coisa irrelevante pode se tornar uma certeza para sempre. Enfim, aprendi muita coisa, mas o principal é que aprendi que todo nosso aprendizado e todas nossas certezas podem desabar duma hora para outra. E aprendi que a única força indestrutível é a força do amor.

Enfim...nem sei como começei esse texto, não lembro como terminei, mas sei que tudo isso faz parte do que vivo nesse momento...e descobri que os paradoxos existem para nos testar, para confrontar duas verdades. Sim, duas verdades...pois não existem paradoxos de mentira.

Voltarei...um pouco mais engraçado, espero.

2 comentários:

  1. Só você mesmo para resumir tanto tempo em algumas linhas ...sabe o que eu penso? crescer dói, e a felicidade é apenas um ponto de vista já que tudo é paradoxalmente construído. Tavlvez por isso eu admire tanto as pessoas que, como você, optam pelo papel de protagonista da própria vida e não se fazem de vítima da sua própria história.
    Adorei seu texto e a sinceridade com que você o escreveu ... espero que essa confusão continue sempre pq é ela que nos faz aprender e a decidir por nós mesmos! Além de amiga sou fã da sua autenticidade!!! Te amo de paixão e te desejo sempre o melhor e o sucesso!!! ... este post já me fez uma dinda orgulhosa!!! estou esperando o próximo ... beijão

    ResponderExcluir
  2. Só você mesmo para resumir tanto tempo em algumas linhas ...sabe o que eu penso? crescer dói, e a felicidade é apenas um ponto de vista já que tudo é paradoxalmente construído. Tavlvez por isso eu admire tanto as pessoas que, como você, optam pelo papel de protagonista da própria vida e não se fazem de vítima da sua própria história.
    Adorei seu texto e a sinceridade com que você o escreveu ... espero que essa confusão continue sempre pq é ela que nos faz aprender e a decidir por nós mesmos! Além de amiga sou fã da sua autenticidade!!! Te amo de paixão e te desejo sempre o melhor e o sucesso!!! ... este post já me fez uma dinda orgulhosa!!! estou esperando o próximo ... beijão

    ResponderExcluir