terça-feira, 28 de abril de 2009

Casamento...o que será afinal?

Não compreendo como as pessoas acham o amor algo incompreensível, ou melhor, inacreditável. A maioria das pessoas não conseguem acreditar que duas pessoas que se gostam, casem. Ou melhor, elas não acham que o amor seja um motivo para casar. Casamento hoje, parece-me, uma consequência de algo. Quando digo que irei casar, as pessoas se negam a acreditar. Depois, param, pensam, e logo perguntam: Por que? Ela tá grávida? Quando nego essa afirmação, automaticamente faço um nó cego na cabeça do cristão, que logo dispara outra pergunta: Mas se ela não tá grávida, vai casar por que? Quando respondo "porque nos amamos", eu viro motivo de preocupação..."Tu tá louco? A troco de que?" E daí sim que a conversa não anda mais...
Claro que muita gente acaba entendendo, mas isso é reservado apenas às pessoas que me conhecem já a algum tempo. Eles olham pra mim, vêem como estou...pronto. Ultimamente tenho estado com uma cara auto-explicativa. Porém, isso não deixa minha preocupação de lado. Afinal, por que as pessoas não acreditam no amor? E se não acreditam no amor, por que casam?
Parece uma questão simples de ser levantada, mas quando separamos as peças "casamento" e "amor", e tentamos remonté-las, a soma das partes é menor que o todo.A minha preocupação, no entanto, não é com as pessoas novas não entenderem meu casamento, mas as pessoas mais velhas...todas casadas! Casaram porquê? Ahhh...geralmente a mulher estava grávida...Daí recorro as pessoas mais velhas ainda, na casa dos 60 anos...mas elas geralmente casavam para sair da casa dos pais...pra não ficarem mal faladas...enfim, sempre gira em torno de uma causa.
Nâo estou dizendo que essas pessoas não se amem realmente, que não casaram apaixonadíssimos, só estou falando que não compreendo a incompreensão quando ouvem que vou casar. Claro que isso não gira em torno de mim, evidente...é de uma forma geral. Mas, pensando muito...eu conheço apenas um casal de amigos que tem mais de 25 anos, não tem filhos, nunca foram casados, vão noivar, e vão casar. Tudo da maneira mais tradicional possível...
Estou dando essa volta, porque assim caio num ponto central de tudo isso: fazer as coisas certas chocam as pessoas.As pessoas não acreditam em mais nada, ou tem ânsia de esperar que aconteça. Encontrar um amor pra vida toda, é simplesmente um produto vendido pela indústria cinematográfica, ou seja, é irreal! Então, parece que as pessoas vão fazendo escolhas aleatórias para suas vidas, como se estivessem em um supermercado, ou assinando um contrato de serviço de celular..."este me oferece isso, mas isso não...aquele outro me oferece outra coisa, mas a que essa oferece não". Não é uma relação de escolha livre, é um cálculo de custo benefício.
Podem estar me achando um pouco determinista em minhas colocações, caros amigos, mas tentem provar que estou errado. Façam uma auto-crítica. Pensem no que significa um casamento, ou melhor, pensem no que significa amar e ser amado...pensem e respondam.
Pensem no relacionamento atual de vocês...vocês vêem o que nesse relacionamento? Um companheiro, um amigo, ou o pai ou mãe de seus filhos? Até que ponto você se doaria para essa pessoa? (Existe um truque nesta minha proposta, mas só revelarei no próximo post...se exercitem e cobrem!) De quantas coisas você já se arrependeu de ter feito em sua vida? Quantas pessoas passaram por ela, e poderiam ter ficado longe?
Enfim...o que estou tentando falar aqui é o seguinte: Por que estamos tão desacreditados das melhores coisas da vida? Por que não acreditamos no poder do amor? Por que nos desesperamos em busca de algo, que muitas vezes nem nós mesmos sabemos o que é?
Amigos! Para finalizar, deixo uma frase que sempre me acompanhou, e foi através dela que GRAÇAS A DEUS, hoje me considero uma pessoa boa, com bons amigos, com uma carreira fértil, e com uma mulher que me ama incondicionalmente, assim como eu a amo...

"Alia-te ao bem, que o bem te defenderá"

Jamais duvide da força do bem, pois fazendo isso, estarás duvidando do poder do amor.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Paradoxos

Sinto-me amarrado, mas ao mesmo tempo livre. Sinto-me deseperançado, mas ao mesmo tempo me sinto cheio de esperança. Sinto-me cada vez mais perto de algo que fica a cada dia um pouco mais distante. Amigos...estou falando da vida. Não da vida por completo, até porque nos autos de meus 25 anos de idade seria idiotice querer falar sobre coisas que não viví, mas estou falando dessa fase angustiante.: a fase pós-formatura. Sem emprego, sem estabilidade, fazendo um mestrado que vale ouro, porém a picareta que fazia render o meu garimpo anda com problemas...longe da mulher que eu realmente amo.

Teria eu vários assuntos para abordar, porém, tamanha a confusão que anda minha cabeça, não consigo coordenar meus neurônios em uma só direção, então, caso o texto fique um pouco esculhembado, misto, variado, louco, ele estará sendo um retrato fiel de meu estado de espírito.
Todo essa esculhembação tem um início: 8 de março de 1984. Sim amigos, foi o dia de meu nascimento. Antes de me chamarem de dramático, de exagerado, penso nas palavras de minha amiga Mabel (idealizadora, madrinha, leitora e crítica deste blog! Amo a Mabel!!!), ao dizer que "eu sou uma das criaturas mais loucas que ela já conheceu". Caros amigos, cara Mabel...essa loucura acontece desde que nasci. Tudo é ao contrário em minha vida. Mas para não alongar muito essa postagem, vamos partir da fase universitária.

Descobrindo...

Sempre fui o maior defensor da procrastinãção. Se não é para fazer algo realmente desafiador, que não se faça nada então! E assim foi o meu lema por todo período escolar. Acabei o segundo grau em um supletivo, o que ainda é motivo de orgulho para mim. Por que gastar 3 anos para fazer algo que pode ser feito em 1? Minha mãe, pra variar, me excomungou (coisa que é hábito desde 1984...mãe, agradeço a preferência!). Porém, o resultado foi incrível: de um supletivo para uma universidade. Mas, sabem como fui fazer comunicação? Simples: fui na UFPel e na UCPel. Peguei todos os folhetos dos cursos, excluí todos que tinham qualquer coisa relacionada a numeros...resultado? Comunicação Social na cabeça! Sim amigos, entrei assim na universidade. Nela descobri muitas coisas, que de tantas nem citarei com medo de esquecer alguma. Nela aprendi a tomar gosto pela comunicação, a me apaixonar pela comunicação...mas na realidade a paixão já existia, o amor pela comunicação já existia, o acaso somente nos colocou no mesmo caminho...já estava escrito!
Saindo da universidade descobri que meu potencial é muito maior do que eu imaginava, tanto que passei de primeira nos dois mestrados que fiz. Descobri que sou mais louco que a loucura, e que consegui convercer Juremir Machado da Silva que eu era um pesquisador de cibercultura...convenci tão bem que até eu mesmo acreditei por um tempo. Mas descobri que nada que se constrói com base fraca vai longe. NADA! Descobri também que podemos errar, mas o futuro nos cobrará o preço desse erro...

Aprendendo...

Assim fui aprendendo coisas, principalmente o "efeito onda". Tudo que vem, volta. E tudo que fazemos para alguém, vem em dobro para nós. Aprendi que vale a pena ser correto, ter caráter, e nunca deixar de acreditar no que realmente queremos (comunicação comunitária, por exemplo). Aprendi que o que eu repeti a adolescência inteira é uma grande verdade: pessoas boas merecem coisas boas. Aprendi que sempre sabemos as respostas das nossas aflições, mas temos medo de encará-las. Aprendi que vale a pena ser paciente, mas que vale a pena ser louco também! Aprendi o que é o amor, pois aprendi o que é ser amado. Aprendi que quanto mais perto do nosso objetivo, mais difícil fica o caminho. Aprendi que nem todas as pessoas que estão ao nosso redor merecem nossa companhia. Aprendi que as pessoas devem merecer minha companhia. Aprendi que fazer uma limpa na vida é a melhor coisa pra se fazer, e que não adianta apenas se desfazer de roupas, móveis e outras coisas...as vezes é necessário tocar fogo na casa e explodir o terreno! Aprendi que uma certeza de anos pode se revelar uma coisa irrelevante de uma hora para outra, assim como uma coisa irrelevante pode se tornar uma certeza para sempre. Enfim, aprendi muita coisa, mas o principal é que aprendi que todo nosso aprendizado e todas nossas certezas podem desabar duma hora para outra. E aprendi que a única força indestrutível é a força do amor.

Enfim...nem sei como começei esse texto, não lembro como terminei, mas sei que tudo isso faz parte do que vivo nesse momento...e descobri que os paradoxos existem para nos testar, para confrontar duas verdades. Sim, duas verdades...pois não existem paradoxos de mentira.

Voltarei...um pouco mais engraçado, espero.